Pelo shopping passeando
Numa loja ela entrou
O manequim estava usando
Uma calça que ela gostou
Mas ninguém a atendeu
Ela muito esperou
Estressada grito bem alto
Todo mundo se assustou
Acham que eu não tenho dinheiro
Por causa da minha cor?
Mas preto é tudo pobre
Você deveria ser assim
A gerente disse pra ela
não tem lugar pra preto aqui
sábado, 4 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Ladrazinha
Uma menina negra
Saiu da
escola contente
Encostou no
shopping
Pra compra um
presente
Entrou em uma
loja
Que vendia
de tudo
Alguns livros
foleava
Um segurança a
olhava de lado
Nas mãos dela um
caderno
Ela estava sem
bolsa
O segurança
então chegou
Esculachando a
menina
Ta roubando o
caderno neguinha
Sua ladrazinha
Pro juizado de
menor foi levada
Em nem ao menos
ser ouvida
Tanta humilhação
passou aquela menina
E só foi
solta do juizado
Quando sua
mãe lá chegou
Com o cupom
fiscal que pro juiz mostrou
O caderno era
dela
Já ate tinha
escrito nele
A loja foi
processada por ela
Isso é racismo
temos que acabar com ele.
Meus Gritos de
Liberdade
Jonathan Dos
Reis Araújo
Primeiro Salário
Essa é uma historia
Que me doí por dentro
Tanta injustiça
O povo ao relento
Um dia cinco amigos
Saíram pra balada
Pois a vida de um deles
Deu uma melhorada
Aquele dia era esperado
Dia de pagamento do seu primeiro salario
Chamou então dois amigos para comemorar
Um deles tinha carro pra todos levar
Só que no caminho
Não tiveram sorte
Em 111 tiros veio as suas
O que aconteceu, foi tanta crueldade
Disseram que foi engano, desculpa sociedade
Pensamos que eram bandidos, indo roubar na cidade
Que policia é essa que tinha que proteger
Mas te dão 111 tiros antes de tentar re conhecer
Te entrega para a morte
Depois vai se arrepender
Não tem que ser assim
Policia, racista e preconceituosa
meus gritos de liberdade
Jonathan dos Reis Araújo
não sou neguinho
Peço-te respeito
Quando comigo for falar
Fui registrado com um nome
Por ele deve me chamar
Não me chamo neguinho
Muito menos negão
Respeito eu quero
A mim e minha cor
Não te chamo de branquinho
Branquelo ou brancão
Chamo-te pelo nome
Já que tenho educação
Agora você vem com esse papo
De apelido carinhoso
A não vê se
Enche o meu saco
Disfarça seu preconceito
Tentando ser legal
Desafia a minha inteligência
Acha que isso é legal
Racismo é crime
Você vai se dar mal.
Minha cor
Eu nasci preto
Preto eu cresci
Se tiver medo sou preto
Preto era quando adoeci
Se me envergonho sou preto
Preto sempre vivi
Com frio sou preto
No sol fiquei preto sim
No fim morrerei preto
Preto ate o fim
No fim morrerei preto
Preto ate o fim
Já você nobre amigo que tenta me expor
Enche-se
de orgulho pra falar que sou de cor
Não se observa
Como era e como ficou
Não se observa
Como era e como ficou
Quando nasceu era rosa
Cresceu branco ficou
Envergonhado é vermelho
Cresceu branco ficou
Envergonhado é vermelho
Doente amarelo ficou
Com medo é todo verde
No sol queimado vermelho
Se se assusta fica pálido
Com medo é todo verde
No sol queimado vermelho
Se se assusta fica pálido
Quando
morrer será cinzento
Ai vem me
criticar
Pela minha cor negra
Para e pense um pouco
E terá certeza
Cor nós temos todos
Cada uma tem sua beleza
Pela minha cor negra
Para e pense um pouco
E terá certeza
Cor nós temos todos
Cada uma tem sua beleza
Então não
vem racista
Querer me discriminar
Querer me discriminar
Não vou
ficar calado
Muito menos aceitar
Muito menos aceitar
Pois o seu racismo
Não vai me abalar.
terça-feira, 31 de maio de 2016
A Dor
A dor que se sente
Não dá pra calcular
A minha vida
Alguém fez terminar
Seja na balada, igreja ou escola
Isso tem que acabar
Estupro é inaceitável
Não vamos tolerar
Crime hediondo
Contra ele vamos lutar
Esses estupradores tem que serem punidos
Vamos atrás de justiça lutando todos unidos.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Chegamos pra ficar
Chegamos pra ficar
Hora se acostumem
Chegamos pra ficar
Os nossos direitos
Nós viemos cobrar
Chega de homofobia
Isso tem que acabar
Sem essa de machismo
Não vamos aceitar
Racistas se concertem
ou caro vão pagar
Nem pensem que vocês
Irão nos assustar
Nós estamos unidos
E vamos conquistar
O Brasil nós inteiro
Nós vamos melhorar
E numa nação igualitária
o Brasil transformar
Meus Gritos de Liberdade.
Jonathan dos Reis Araújo.
O que foi?
O que foi?
O que foi burguesia, o que te incomodou?
É porque o filho do pedreiro, agora é doutor?
O que foi patricinha, que está incomodada?
É porque agora tem direitos, a sua empregada
O que foi empresário, que te trás preocupação?
É porque abolirão, a tal da escravidão?
O que foi playboyzinho, que não está a vontade?
É porque o negro, agora faz faculdade?
O que foi machista, que está a reclamar?
É por que a mulher que você batia, resolver te denunciar?
O que foi rede globo, que está te preocupando?
É por que o Brasil, está se politizando?
Então se acostumem
pois não vamos desistir
De lutar pelo Brasil
E vamos conseguir.
Meus Gritos de Liberdade
Jonathan dos Reis Araújo
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Meu Cabelo
Meu Cabelo
Meu cabelo não é
ruim
Ele nunca matou,
roubou ou fez mal a ninguém.
Meu cabelo não é
ruim
Ruim é o seu
preconceito
Meu cabelo não é
ruim
Ruim é saber que a
policia bate na rua e mata na favela
Meu cabelo não é
ruim
Ruim é viver em um
país onde ser negro é ruim
Meu cabelo não é
ruim
Ruim é ter que
ouvir políticos preconceituosos dizerem que ser negro é a maldição de
Caim
Meu cabelo não é
ruim
Nem, nem é duro
Meu cabelo não é
duro
Duro é ter que te
ouvir dizer que cabelo bom é liso
Porque cabelo bom é
liso?
Cabelo liso faz
caridade, doação pra ONG´s, é voluntário em algum orfanato?
Meu cabelo não é
duro
Duro é saber que 75%
dos jovens mortos no Brasil são negros
Meu cabelo não é
duro
Duro é a jeito que
sou tratado pela sociedade
Meu cabelo não é
ruim,
Nem duro e nem
é difícil de pentear
Meu cabelo não
é difícil de pentear
Difícil é discutir
cota com que não aceitou a lei áurea
Meu cabelo não
é difícil de pentear
Difícil é perceber
que quando você entra em uma loja cara nem te atendem, acham que
os produtos de lá são caros de mais pra você pagar
Meu cabelo não é
difícil de pentear
Difícil é saber que
a escravidão ainda existe mesmo que camuflada
Meu cabelo não
é difícil de pentear
Meu cabelo não é
duro e não é ruim
Meu cabelo é crespo,
black power, Cacheado,
Ondulado seja como
for
Meu cabelo é o meu
cabelo
E por ele tenho
amor.
Meus
Gritos de Liberdade
Jonathan
Araújo
A cor da minha pele
A cor da minha pele
Sou Negro sim
Essa é minha cor
Sou negro sim
Do cabelo crespo
Sou negro sim
E vou lutar
Para a Liberdade
Poder alcançar
Ser respeitado
Da forma que sou
Ser respeitado
Pela minha cor
Sem Medo poder viver
Sem medo da morte ou de sofrer.
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